domingo, 28 de fevereiro de 2010

A bandeira em seda bordada a ouro de 1915

MEMÓRIAS

Na "Ilustração Portuguesa" nº506 de 1 de Novembro de 1915

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lançamento do Livro do Centenário 1910-2010 da AHBVL




 Decorreu ontem no auditório do Metropolitano das Laranjeiras, a apresentação do livro de Centenário da AHBVL 1910-2010, obra da autoria dos Comandantes do QH, Tenente Coronel José Francisco do Rio  França de Sousa, José Dias da Costa Ferreira e Lucas Maria Novo, com edição executiva do jornalista Luis Miguel Baptista. A  apresentação da obra, foi feita por Dr.Jorge Trigo.

O Livro do centenário faz um relato dos 100 anos desta Associação, profusamente ilustrado, com um óptimo tratamento gráfico,  é um contributo de grande importância para o melhor conhecimento da história  dos Bombeiros Lisbonenses, e do voluntariado em Portugal, nos últimos 100 anos.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A moto-maca dos BVLisbonenses

MEMÓRIAS
Ilustração Portuguesa, nº531 de 24 de Abril de 1916

A acção dos Bombeiros Lisbonenses nos confrontos durante a 1ª República

MEMÓRIAS


A presença dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses nos tumultuosos tempos da 1ª República, está reportada, na notícia de "A Capital" de 17 de Maio de 1915,  sobre  o movimento revolucionário de 14 de Maio de 1915, em que republicanos e militares, levaram a efeito um confronto que provocou centenas de mortos e feridos e levou à derrocada do governo. 

Em 15 de Maio de 1915, terminava a ditadura de Pimenta de Castro e foi proclamada de novo, a República das janelas da Câmara Municipal de Lisboa.

 

A "Ilustração Portuguesa"  nº486, de 14 de Junho de 1915, destaca a o grupo do pessoal dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, pelos relevantes serviços prestados durante a revolução do 14 de Maio, no socorro aos feridos, conjuntamente com os Bombeiros Voluntários de Lisboa e a Cruz Vermelha Portuguesa. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Comandante Lucas Novo recebeu Crachá de Ouro dos BVLisbonenses

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses comemorou, no final do ano transacto, o 98.º aniversário da sua Fundação.
Para assinalar tão destacada data realizou-se, nas instalações da Corporação, um acto solene que contou com as habituais formalidades de um acto deste tipo. Um dos pontos mais marcantes da cerimónia, segundo refere o Jornal "Bombeiros de Portugal", foi a entrega do Crachá de Ouro ao comandante do Quadro Honorário dos "Lisbonenses" Lucas Maria Novo. Tal distinção pretendeu enaltecer as três décadas dedicadas à causa dos bombeiros portugueses pelo homenageado.


Recorde-se que Lucas Maria Novo é natural de Castelo de Vide tendo pertencido aos Bombeiros Voluntários da sua terra, antes de rumar para a Capital Portuguesa. Nos "Lisbonenses" tem-se dedicado ultimamente a diversas actividades, sendo um dos co-autores do livro que vai assinalar, em 2010, a passagem do Centenário deste Corpo de Bombeiros. E ao serviço dos "Lisbonenses", por exemplo, trabalhou afincadamente no combate às chamas do já histórico incêndio do Chiado, ocorrido a 25 de Agosto de 1988.


Assistiram à entrega do Crachá de Ouro a Lucas Novo diversas entidades, entre Autarcas, representantes da Protecção Civil e de Corporações de Bombeiros vizinhas, bem como dos Bombeiros Portuenses, associação geminada com os "Lisbonenses".


A este distinto castelovidense apresentamos as nossas mais cordiais felicitações pelo facto não só de lhe ter sido atribuído o Crachá de Ouro mas sobretudo pelo seu exemplo no seio da família dos Bombeiros Portugueses. © NCV


Publicado no Notícias de Castelo de Vide de 11/02/2009

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Sociedade Protectora dos animais Sócia Honorária da AHBVL


Em 1916 a SPA torna-se Sócia honorária da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses

"Desde a sua FUNDAÇÃO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1875 pelo Conselheiro José Silvestre Ribeiro, a Sociedade Protectora dos Animais, não cessou de lutar por uma ética animal.A criação da Sociedade Protectora dos Animais veio colmatar uma lacuna existente. Por todo o mundo civilizado se constituiam sociedades protectoras dos animais, menos em Portugal. Lisboa caracterizava-se na altura por ser a cidade europeia em que o estalido do chicote em cima dos animais utilizados no transporte mais se fazia sentir."
Da página da internet da SPA

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Museu da AHBVL (II)

Acta Nº1


 ( Pressionar imagem para ampliar)

Pormenor da Acta, da Assembleia em que foi constituída a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses em 14 de Dezembro de 1910.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Museu da AHBVL

A AHBVL pioneira dos bombeiros portugueses

 
Os Bombeiros Voluntários Lisbonenses  foram pioneiros, em Portugal , na utilização do meio automóvel no serviço de incêndios.
 Ver Aqui

Visita do Comandante do RSB aos Bombeiros Voluntários Lisbonenses

MEMÓRIAS


Em  24 de Julho de 2008,o Comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros deslocou-se ás instalações da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses.
Esta visita inseriu-se num programa de visitas ás Corporações de Voluntários de Lisboa, de forma a que o comandante do RSB como comandante operacional municipal tomasse conhecimento de toda a realidade existente em cada corporação.


 
 
  Fotos retiradas da página do Regimento de Sapadores Bombeiros

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Carta do B.V.Lisbonenses para os Bombeiros de Peso da Régua

 
O presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários da Régua,  José Alfredo Almeida, amávelmente fez-nos chegar  um texto de uma carta, que o Comandante  França de Sousa dos B.V.Lisbonenses dirigiu aos Bombeiros Voluntários da Régua,  publicada no jornal "Vida por Vida".em  Janeiro de 1966.-Aqui

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Livro do Centenário dos BV Lisbonenses

Luís Miguel Baptista, Editor Exclusivo do livro do Centenário da AHBVL, que será apresentado no dia 24 de Fevereiro, faz a apresentação desta obra nos "Bombeiros de Portugal" de Fevereiro, inserido nas comemorações dos cem anos da sua fundação.

"Fundada em 1910 a AHBVL encerra um historial de factos pioneiros entre as demais associações/corpos de bombeiros do país, caso do meio automóvel no serviço de incêndios, a dotação da primeira viatura específica para assistência a feridos  e doentes e, ainda, a presença em situações verdadeiramente , arriscadas, nos movimentos revolucionários , greves e tumultos da I República, onde prestou relevante serviço de saúde, concorrendo para o efeito a sua estreita relação com a Cruz Vermelha Portuguesa."

No jornal "Bombeiros de Portugal" de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Comemorações do Centenário da AHBV Lisbonenses

Dia 24 de Fevereiro,  a Comissão Executiva da Comemorações dos 100 Anos da AHBV Lisbonenses, apresenta o livro  "Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses - Cem Anos" da autoria dos Comandantes do Quadro de Honra Tenente Coronel José Francisco do Rio França de Sousa, José Dias da Costa Ferreira e Lucas Maria Novo.
O livro tem edição executiva do jornalista Luis Miguel Baptista.

*Conferência de Imprensa do dia 21 de Janeiro de 2010 -Aqui

A equipa Cinotécnica do Bombeiros Voluntários Lisbonenses

Os Bombeiros Voluntários Lisbonenses tem uma equipa cinotécnica, composta por 4 binómios.
A equipa também está inscrita  no Grupo Cinotécnico de Lisboa e Vale do Tejo.

Foto retirada do blogue "Bombeiros para Sempre"

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MUSAREX'10

Decorreu no passado dia 28 de Janeiro nas antigas instalações da Petroquímica situadas na Rua da cintura do Porto de Lisboa, o Exercício MUSAREX’10

"Neste exercício participou o Módulo MUSAR, composto por elementos do Destacamento em catástrofe do RSB, elementos da equipa cinotécnica da Polícia de Segurança Pública e uma equipa dos Bombeiros Voluntários de Lisboa e Lisbonenses composta por 2 enfermeiros assim como o restante Destacamento de Intervenção em Catástrofes do RSB, estando envolvidos nos trabalhos cerca de 80 elementos. "


No jornal "Bombeiros de Portugal" Janeiro de 2010

Grupo7 nos B.V. Lisbonenses

"Por volta de 1945, o Grupo 7 fica sem sede e contacta os Bombeiros Voluntários Lisbonenses, no sentido de propor uma parceria que consistia em arranjar um local para reunir no quartel dos mesmo. O quartel era e é na rua Camilo Castelo Branco. Desde esse ano que a parceria nunca mais acabou e é onde nos encontramos sediados até aos dias de hoje. Somos inclusivé membros Honorário dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses do qual nos orgulhamos muito."

Encontrado aqui

Os B.V.Lisbonenses presentes na festa dos Bombeiros de Sesimbra em 1929

 MEMÓRIAS

Programa das festas dos Bombeiros em 1929


24/02/1929 - 25/02/1929

Bombeiros Voluntários de Sesimbra
Programa de Festas
Dia 24
Às 8 horas – Alvorada, anunciando ao içar da bandeira com uma girândola de foguetes;
Às 14 horas – Parada, recepção das autoridades militares e civis deste concelho, agremiações e Corporações congéneres, Sessão solene no Quartel da Associação, em que pelo Corpo Activo será prestada homenagem ao 1.º e 2.º Comandantes, usando da palavra vários oradores, sendo neste acto entregues vários diplomas;
Às 16 horas - Inauguração da nova Casa-Esqueleto com um exercício geral e simulacro de incêndio;
Às 21 horas – Desejando o empresário do Salão de Recreio Popular abrilhantar estas festividades, escolheu para esta noite o sensacional ‘film’ alusivo ‘Vida por Vida’, tendo gentilmente convidado o Corpo Activo a assistir a essa sessão.
Dia 25
(...)
A sessão solene teve começo logo que chegou o Sr. Governador Civil. Antes desse momento já dentro e fora do quartel se encontravam inúmeras pessoas.

Na parada, achavam-se formados os piquetes dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, Bombeiros Voluntários de Cacilhas e a Corporação dos Bombeiros Voluntários de Cezimbra, respectivamente comandados pelos srs. Drago da Encarnação Carvalho; Carlos Igreja e Augusto José Franco.

(...)
Encontrado aqui

Atribuição de Crachás de Ouro no 97º aniversário

 

Nas comemorações do 97º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses foi asinalado com a atribuição de "três Crachás de Ouro e três Medalhas de Serviços Distintos e Dedicação, além de várias medalhas de assiduidade atribuídas a elementos do corpo de bombeiros e troféus alusivos aos serviços prestados em 2007.
Os Crachás de Ouro foram entregues ao comandante do Quadro de Honra (QH) José Francisco do Rio França de Sousa, dado o seu meio século de actividade como bombeiro, ao comandante  do CH José Dias da Costa Ferreira por 53 anos de  actividade e ao chefe do CH Manuel de Oliveira Coelho, também por 53 anos de bombeiro."

De uma notícia do  jornal "Bombeiros de Portugal" de 1 de Janeiro de 2008

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Os quartéis da Associação Humanitária dos Bombeiros.Voluntários Lisbonenses

MEMÓRIAS

A passagem do quartel da Rua das Flores nº95, para Av.Duque de Loulé nº111,113  (foto2)acontece em 4 de Janeiro 1914, onde as condições de instalação terão melhorado,(em 27 de Dezembro de 1912 tinha sido doado à Associação pela CML um terreno para a construção do quartel na rua Gomes Freire, mas nunca foi aproveitado pela sua pequena dimensão e localização),até que em 30 de Agosto de 1921 foi assinada a escritura da compra do terreno na rua Camilo Castelo Branco, (foto3)cujas instalações foram inauguradas em 10 de Maio de1925.

*Foto do quartel da av.Duque de Loulé na "Ilustração Portu(1925)-  nº412 de 12 Janeiro de 1914 
*Foto do quartel da rua Camilo Castelo Branco,33- de  Cunha,Ferreira do Arquivo Fotog. da CML

O Baile dos Bombeiros

MEMÒRIAS

No salão nobre dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses--Aspecto da assistência ao animado baile que em 27 de Dezembro findo, se seguiu à distribuição de vestuário completo, calçado, brinquedos e lanche a 50 crianças pobres. Esta simpática festa foi promovida pela Sociedade de Benficência «La Layette».
Revista "Ilustração" nº1 de 1 de Janeiro de 1932

Nota sobre o Blogue não oficial do centenário dos Bombeiros Voluntários Lisbonense

 Os posts aqui publicados, não seguem em determinados casos a ordem cronológica dos acontecimentos, no caso de acontecimentos de carácter histórico,  terão o subtítulo de "Memórias", permitindo assim a  continuação da publicação de assuntos que fazem parte da história do Bombeiros Voluntários Lisbonenses, mesmo que o assunto seja anterior às datas das últimas publicações.

O incêndio do Chiado em 1988

A 25 de Agosto de 1988, as chamas destruíram uma parte importante do centro histórico de Lisboa. Hoje fica aqui um testemunho dessa tragédia, com  uma grande foto do Diário de Notícias, cuja legenda presta uma justa  homenagem aos "heróis anónimos" que o combateram.

 Exaustos por horas ininterruptas de tensão,na primeira linha de combate ao sinistro os bombeiros foram de facto, os herois anónimos do dia de ontem - DN de 26 de Agosto de 1988


 Um testemunho de um jornalista da Rádio Renascença encontrado aqui

"Fui o primeiro jornalista a entrar em directo do local neste noticiário, tendo até relatado a chegada dos Bombeiros Lisbonenses que, como se sabe, foram os que iniciaram o combate as chamas.
Dada a localização geográfica dos estúdios da Rua Capelo, a Rádio Renascença tornou-se o único órgão de comunicação social com capacidade técnica para entrar por walkie talkie para todo o país em directo dos vários pontos de reportagem e, acima de tudo, de relatar de forma concisa e esclarecedora a progressão das chamas, dando a morada, número de porta e andar das estruturas afectadas, de forma a tentar esclarecer quem estava fora da capital e que se preocupava com o que se passava no Chiado."
Alexandre  Ipolliti Carrelhas 

Actualização - 11-02-2010

Incêndio na Rua Nova do Almada 
 
Quatro horas após  a publicação do post como memória do incêndio do Chiado de 1988,por uma infeliz coincidência,  deflagrava na rua Nova de Almada em pleno Chiado um incêndio num prédio de 5 pisos.

O incêndio neste momento de causas desconhecidas começou numa residência do último andar e pela rapidez da intervenção dos Sapadores Bombeiros não alastrou ao resto do edifício, nem aos edifícios vizinhos. Há a lamentar a morte de uma moradora.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Presidente da República na Comissão do Centenário

O Presidente da República aceitou integrar a Comissão de Honra do primeiro centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, cuja efeméride decorre em 2010.
Da comissão fazem também parte o primeiro-ministro, o ministro da Administração Interna, o secretário de Estado da Protecção Civil, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, entre outras figuras.
O programa comemorativo do centenário foi  divulgado na conferência de imprensa do  dia 21 de Janeiro, que decorreu na sede da associação.

De uma notícia dos "Bombeiros de Portugal"

A ambulância dos B.V.Lisbonenses que foi para Ponta Delgada

Em 1959 "uma ambulância Mercedes Benz foi comprada à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses em 26 de Setembro".

Nos "Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada Subsídio para a sua história XIX" no Jornal Açoriano Oriental

A arte do bailado nos B.V.Lisbonenses

Rui Horta, arquitecto, coreógrafo e bailarino

Os seis anos entre 1984 e 1990, são caracterizados por uma grande vontade de passar conhecimento  de tudo  o que tinha aprendido em Nova Iorque a todas as pesssoas que queriam dançar, "formei montes de gente e toquei uma geração inteira". Nessa altura tinha um estúdio nos Bombeiros Lisbonenses. Este estúdio foi um ponto de encontro de freelancers, livre para toda a gente. Era o meu estúdio de dança. Toda a gente tinha a chave. Muita gente ensaiava". Nomes como João Fiadeiro e Clara Andermatt passaram por lá, "às dez da noite iam para o estúdio e ensaiavam até à uma, duas da manhã.Porque era de todos."

*Texto e foto encontrado aqui

A ambulância Citroen HY dos B.Voluntários Lisbonenses

 Fonte:Arquivo fot. da CML

Legenda: Veículo da Cruz Vermelha presta auxílio com alimentos e vacinas às vitímas da inundações na zona de Odivelas em 1967-11-26. 

Esta não era da Cruz Vermelha, era dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses  como se pode ver na  inscrição da parte arredondada do avançado.
Foto e texto encontrado -Aqui

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A Carta para os Bombeiros Voluntários da Régua

O presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários da Régua,  José Alfredo Almeida, amávelmente fez-nos chegar  um texto de uma carta, que o Comandante  França de Sousa dos B.V.Lisbonenses dirigiu aos Bombeiros Voluntários da Régua,  publicada no jornal "Vida por Vida".em  Janeiro de 1966.


 José Alfredo Almeida  fez o favor de nos enviar o seguinte texto:


Ao vasculharmos os arquivos da nossa Associação não nos passou despercebida uma carta enviada pelo Comandante Tenente José Francisco França de Sousa, dos Bombeiros Voluntários Lisboneses, em 1966, ao director do jornal “Vida por Vida”, órgão oficial da AHBV do Peso da Régua.
Como, quando lhe chegou às mãos, essa carta não passou também despercebida ao Dr. Camilo de Araújo Correia, a quem fora amavelmente dirigida, que lhe reconheceu valor e interesse histórico para a divulgar nas colunas da primeira página do jornal. 
Na edição de Janeiro de 1966, com o sugestivo título “Bombeiros Voluntários Lisbonenses” é feita a transcrição integral dessa carta. E, numa pequena nota introdutória, muito pessoal e ao seu jeito e estilo, o director - ilustre médico e escritora infelizmente já falecido - lembrou que, pela satisfação que a tinha recebido, não resistia a tentação – assim mesmo – de a publicar.  
Os bombeiros da Régua são pioneiros a estabelecer relações institucionais com as associações congéneres. Faz parte dos genes da sua fundação. Entenderam desde os seus primórdios, que se tornava necessário conhecer o que se fazia de mais avançado nas associações mais preparadas e capazes e para conhecerem as novidades no combate aos fogos e no socorro às populações.
O jornal dos bombeiros da Régua, fundado em 1957, serviu de ligação a todos os bombeiros espalhados pelo país. Serviu para mostrar o exemplo que uma geração de homens lutava com paixão para manter, com a ajuda de beneméritos – os primeiros mecenas - vivo o associativismo e corpos de bombeiros mais preparados para as exigências do socorro às suas populações. 
Se, no passado recente, existiram contactos dos Bombeiros da Régua com os Bombeiros Voluntários Lisbonenses, o mais certo é terem acontecido em encontros entre os seus directores e seus comandantes. Leva a crer que os comandantes se terão conhecido numa das muitas reuniões ou congressos de bombeiros, para discutirem as preocupações e aspirações do sector, onde teriam participado em nome das suas associações.  
Na Régua, o Comandante Cardoso (1959-1990) fazia questão em participar nos debates que iam acontecendo pelo país sobre os desafios que os bombeiros voluntários, no final do 60, tinham pela frente, como a definição de regras ordenamento da sua actividade e a afirmação do associativismo no seio da sociedade de que emerge.  
Em 1968, os bombeiros voluntários da Régua participaram no congresso que teve lugar na cidade de Lisboa. A direcção da Associação, presidida pelo Eng. Abel Osório de Almeida (1966-67) e o Comandante Cardoso mandaram fazer um imprimir um folheto que, com uma mensagem de saudação, ofereceram a “todos os camaradas portugueses como nós neste XVIII Congresso Nacional, e fazem votos por que os seus anseios e as suas pretensões venham a ser estudadas para bem da causa que servirmos, o mesmo que dizer para bem de Portugal”, aproveitando para divulgar a Associação e promover o Douro e o seu “ Vinho do Porto - Orgulho de Portugal”.
Para a história dos bombeiros da Régua, a carta do Comandante Tenente França de Sousa é um precioso testemunho. Dá a conhecer a importância da Associação, reconhecida pelo seu progresso e crescente prestígio, presta uma homenagem ao seu valoroso Corpo de Bombeiros da Régua da década de 60 e faz um enaltecimento da figura do seu Comandante Cardoso, conhecido por viver os problemas da sua corporação como se fossem parte integrante da sua vida.  
Esta carta é também, como exprimia o director do jornal “Vida por Vida”, mais uma prova para demonstrar que “nesta cruzada de Coragem, Abnegação e Humanidade, também há ainda lugar para radicar e vincar amizades entre todos aqueles que sabe viver e compreender a missão a que devotamente nos entregamos”.
Apesar das distâncias que separam as duas corporações, os bombeiros comungam não deixam de comungar os mesmos ideais, a partilha de valores fraternos e um espírito de solidariedade nas suas causas  e na sua missão de fazer o bem. 
As palavras de gratidão do Comandante Tenente França de Sousa, servidor leal e competente, que deixou vivas marcas indeléveis nos Bombeiros Voluntários Lisboneses e na sua prestigiada Associação, este ano a comemorar o seu centenário, podem servir de motivo para aproximar as duas instituições, cheias de glorioso passado, numa união de vontades e conhecimentos dos desafios exigidos voluntariado do séc. XXI.   
Não queremos deixar esquecida a carta do Comandante Tenente França de Sousa que, pela sua importância história pessoal e colectiva, deve ser relida com a devida atenção, pelo que a melhor homenagem lhe prestamos,  agradecendo o seu nobre gesto, é de aqui deixar na íntegra a sua transcrição:
 

“Exmo Senhor
Director do Jornal “Vida por Vida” 
Apresentando os meus mais sinceros cumprimentos a V. Exª, venho gostosamente saldar uma dupla dívida, que desde alguns meses tinha para convosco.
A primeira, de agradecer o envio mensal do vosso jornal "Vida por Vida" para esta Corporação da Capital, que dista algumas centenas de quilómetros da vossa, atitude que sinceramente, tanto a mim, como aos 80 homens do meu Corpo Activo bem funda ficou gravada nos nossos corações e, que embora com o pouco contacto que tem existido entre estas duas corporações, me permite afirmar que é a única compreensível entre Soldados da Paz!
A outra dívida que tinha para convosco, é de agora lhe confessar quanto me satisfaz e aprecio verificar através do vosso jornal, como a Vossa Associação está em progresso e grande prestígio que ela tem dentro dos meios ligados à causa do Voluntariado, situação atingida mercê da acção dinâmica dos seus Corpos Gerentes e da muita dedicação dos seus valorosos elementos do Corpo Activo bem comandados por um comando que vive os seus problemas da sua Corporação, fazendo dela parte integrante da sua vida.
Para a briosa corporação nortenha do Peso da Régua, vai o meu apreço e abraço amigo dos vossos camaradas “Lisbonenses”, na certeza, que embora distantes, aqui sentiremos igualmente as vossas horas más que possam surgir, regozijaremos como os vossos momentos de esplendor, com as vossas alegrias, saudando pelo vosso progresso! 
Com os meus melhores cumprimentos, sou de V. Exª”. 

Hoje quando relemos esta carta sentimos orgulho no passado construído por esses notáveis homens que legaram para o futuro esse seu espírito de fazer cada vez mais e melhor para o engrandecimento e prestígio da Associação e dos seus bombeiros, inspirados nos ideais e valores consagrados pelo primeiro dos fundadores, o brioso Comandante Manuel Maria de Magalhães (1880-1892). 

José Alfredo Almeida

Foto 1- Cerimónia  no Quartel dos B.V.Lisbonenses, em 1969 com o Comandante.França de Sousa,na altura oficial da GNR a passar revista, à guarda de honra prestada pelos BVL,na rua Camilo Castelo Branco, com o então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, General França Borges- Foto do arquivo Fotog. da CML
Foto2 .O Comandante França de Sousa  retirada do jornal "Bombeiros de Portugal" nº257 de Fevereiro de 2008

*Nota-O Comandante França de Sousa,assumiu o Comando da A.H dos B.V.Lisbonenses em 1963





A Visita do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa aos B.V.Lisbonenses

Visita do Presidente da Câmara  França Borges, aos Bombeiros Voluntários Lisbonenses em 1968.
António Vitorino França Borges foi presidente da CML de 1959 a 1970

*Fotos do Arquivo Fotográfico da CML

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Quartel

O Quartel dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses do nº33 da rua Camilo Castelo Branco, nos nossos dias e a pintura a óleo do seu primeiro comandante Eduardo Augusto Macieira, afixado na entrada principal do quartel.

"O grande impulso que esta corporação tomou deve-se a Guilherme Saraiva Maia, que por morte de Eduardo Augusto Macieira, lhe sucedeu no comando."
Enciclopédia Luso-brasileira Volume IV 1940

*Fotos do Quartel  -Google
Foto de Eduardo A.Macieira-A.Pedro Macieira